O meu trabalho deve estar no top 10 dos trabalhos mais chatos de sempre. Esclarecimento: sou assistente administrativa numa Junta de Freguesia. Meus amigos, é mau, é chato! E as personagens que aturo? Só visto, porque contado perde a piadinha toda.
Apanho portugueses burros que nem calhaus, mas são os estrangeiros que me dão água pelas barbas. Eu até compreendo, coitados, e tento dar um desconto, mas às vezes não é fácil. Ora vejam, só a título de exemplo, os paquistaneses. E isto, meus amigos, não é a excepção, é a regra! Cá pra mim, que sou desconfiada q.b., aquilo não é boa gente. Como moram todos na mesma casa, chegam sempre à dúzia, a rir, de olhos arregalados e com barbas até ao umbigo, enquanto eu só penso na quantidade de bombas que podem estar escondidas debaixo da vestimenta (Paula, és feia e preconceituosa).
Filme habitual:
- Bom dia, em que posso ajudar?
- Quer Junta de Fregósia
- Bom dia, em que posso ajudar?
- Quer Junta de Fregósia
(quer a Junta de Freguesia! Oh meu amigo, ainda bem, leve tudo!)
- Quer um atestado da Junta de Freguesia, certo? Muito bem, é para o SEF? Para pedido de visto? (fala o hábito)
- Sim (sorriso psicopata...)
- Então vamos lá, documentos se faz favor e comprovativo da morada
(vamos partir do principio que um dos amigos já lhe tinha dito o que levar e que estava tudo certinho)
- Preciso que me indique alguns dados. Estado civil, por favor
- Servente
- Não, servente é a profissão. Estado civil. É casado, solteiro?
(olha para trás e o companheiro responde)
- Casado
- Muito bem, e há quanto tempo vive nesta morada?
- Servente
(isso é a profissão, amigo...)
- Não, diga-me há quanto tempo é que vive aqui, nesta morada, esta que está aqui no papelinho (tudo com muitos gestos à mistura, como se ajudasse alguma coisa)
- Três mês
- Preciso que me diga o nome da mãe porque não consta no passaporte
- Servente?
(começo a bufar e a refilar entre-dentes "não me pagam para isto")
- Nome da MÃE (se levantar o tom talvez ele perceba)
... E por ai em diante. Garanto-vos que esta conversa ainda dava pano p'ra mangas, mas era mais do mesmo. Confesso: quando quando chego à pergunta "profissão?" não consigo evitar um sorriso. Finalmente, servente!
12 comentários:
Miguinha...como sofremos, és tu com os paquistaneses cheirosos...bahh...e eu com os chineses:
-Boa Talde...he-he-he-he.
É o que se pode arranjar...mas que nos dão cabo do canastro ah isso dão.
n há nada pior que um ....oi?
é o panico!!! era junta-los bem juntinhos com os brasileiros, pretos, romenos, monhes, chineses e construir um conduninio privado e fechado no alasca!!!
Com isto chego a apenas uma unica conclusao....
o sexo feminino é mau muito mau mesmo ruim a valer...
Nabais
É que não havia necessidade disto... Quer dizer, o homem vem para cá trabalhar, dar dinheiro (ainda que pouco) ao nosso estado, ajuda-nos a diminuir o défice, é amigo do ambiente, pois normalmente gasta-se muito pouca água em casa destes senhores, e ainda por cima trazem chamuças das boas lá da terras deles... E depois, só, e reforço, SÓ porque não percebe a lingua que fala no país onde ele está a trabalhar, e que lhe é útil para a sua fácil adaptação e integração no meio onde está, leva logo com estas funcionárias públicas, que pouco fazem, uma vez que têm um horário digno de ministro, passam o dia a tagarelar umas com as outras, e não têm paciência para "aturar" pobres seres trabalhadores e honestos. Ele há coisas!!!
Ola!
Cheguei aqui através da Sonia, aquela que tem a mania. Muito engraçado este post e sim, és feia e preconceituosa (e desculpa lá pelo "tu" mas tbm sou estrangeiro mas não sou «COITADO», pá.
Abraços.
Ui e eu q perdi este post q iria dar uma bela escaramuça... ai ai ai...!
Sonia qual sonia a dos parabens sonia e no meu blog ja ias lol
Era mete los a todos num barco e siga pa alto mar....
Nuno "amante": é assim jovem, se o menino vem praqui falar mal da minha profissão, a gente chateia-se à séria. Mas mesmo uma escaramussa à moda antiga. Ele há gente, pá...
Wellington: antes de mais nada sê benvindo. Não ficaste ofendido com o coitado, espero... :) Imagina lá a cena, de outro ponto de vista e que, por exemplo, em vez de teres vindo para Portugal, ias para um Paquistão ou assim, e que tinhas que ir às entidades governamentais pedir seja lá o que for. Não deve ser tarefa fácil, dai não considerar o "coitado" uma coisa depreciativa.
Porque, e comparando, um brasileiro quase que não é estrangeiro! Falas português, não falas? Escreves português, não escreves? Nem num caso como este que descrevi daria o mesmo desconto a um brasileiro, do que daria a um paquistanês. São "estrangeiros" diferentes :)
Na boa...eu só estava a ser irónico. Ri-me imenso com o post ;)
Olá Paula "pequenina", só vim agradecer o "trocadilho" com o meu nome. Já há muito tempo que ninguém me chamava "amante"... Será que o Nabeco não leva a mal???
O trocadilho foi incrivelmente bera, eu sei :p Ainda não consigo evitar mandar piadas fáceis!
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