15 novembro, 2007

O pais das criançinhas



Mas o que é que se passa com a criançada de hoje em dia?!? Isto pergunto eu aos meus botões, desesparada, enquanto uma fedelha de três anos destrói o meu local de trabalho, em menos de um minuto. Isto era comando do ar condicionado a voar, ligar e desligar máquinas, carregar nos botões do telefone, atirar canetas para o chão, enfim, passou por ali um furacão com duas perninhas e ainda de fraldas.

Depois de arrumado o caos reformulei a pergunta: o que é que se passa com os pais das criançinhas? Sim, porque bem vistas as coisas a menina era pequenita, sabe lá o que está a fazer. Mas a sua mamã olhava, impávida e serena para toda esta cena, e dizia, sorrindo, "olha que a senhora zanga-se...". Eu até me torci toda para não responder "aqui a senhora zanga-se é consigo se não controlar a sua filhota!", mas calei-me.

Se eu fizesse qualquer coisa do género, nos meus tempos de infância, a minha mãe levantava logo o sobrolho e murmurava "Paula Alexandra...". E pronto, bastava! Que isto aprendi bem cedo que, quando o nosso segundo nome próprio vem à baila é muito mau sinal.

Mas não quero que me interpretem mal, não me vejam como uma pessoa anti-criançinhas! Não só gosto deles como prefiro muito mais aqueles putos malandrecos, do que mosquinhas mortas cheias de ai-não-me-toques. Mas uma criança reguila não é uma criança mal educada. A má educação surge porque os papás perdem o respeito ao comprar com prendas o tempo que não podem passar com eles e ao deixar para a escola a educação que não têm paciência para dar.

Olho para trás, lá mesmo bem para trás porque a minha infância já foi há muito e muito tempo, e penso: não tinha brinquedos até ao tecto, os meus pais trabalhavam muito para que não faltasse nada em casa, mas mesmo assim sempre tiveram tempo e paciência para mim. Ensinaram-me valores, a respeitar, a distinguir o certo do errado. E ainda assim levei umas quantas palmadas bem assentes no rabo! Mas sim, acho que eles fizeram um bom trabalho.

7 comentários:

Sónia R. disse...

Concordo com tudo o que escreveste... Podia fazer um grande testamento aqui porque acho que anda tudo ao contrário, mas o essencial está dito.

E até compreendo que hajam crianças extremamente difíceis! Mas os pais esquecem-se que existe acompanhamento se necessário. E de certeza que não são tantas quantas as que se veêm por ai a segurar os pais por uma trela.

NRF disse...

Tudo isto devido a sociedade capitalista que nos consome o tempo e nos elimina os valores todos que temos...

Agora nem um tabefezinho podem levar, olha eu levei mts chapadas e pontapes e sei la q mais... era todos os dias a aviar... e cá estou (hmmmm se calhar é por isso q fikei assim maluco) mas estou aqui.... e ao menos tenho valores, respeito e educação ... e sou incapaz de fazer algo que considero mal e sei ter a noção onde está o certo e o errado... os putos hoje não respeitam ninguém e pior ainda falam cm se ja tivessem vivido mt e ja soubessem tudo...fdx... 2 tabefes naquelas trombas....tao fofinhos....

Anónimo disse...

isto de criançinhas mal educadas e que vem os paizinhos a dizer: "a senhora zanga-se ou olha que me vou chatear...", não pode ser não é uma palmadinha que lhes vai fazer mal, toda a vida se levou uma palmada dos pais, mas agora lá vem a protecção dos menores, porque tal e coiso....
Pelo menos os meus são uns reguilas e mal humorados :)

Anónimo disse...

isto de criançinhas mal educadas e que vem os paizinhos a dizer: "a senhora zanga-se ou olha que me vou chatear...", não pode ser não é uma palmadinha que lhes vai fazer mal, toda a vida se levou uma palmada dos pais, mas agora lá vem a protecção dos menores, porque tal e coiso....
Pelo menos os meus são uns reguilas e mal humorados :)

Catia disse...

Bem o teu post diz tudo!
E ao que aqui foi escrito pouco mais se pode acrescentar... falta de tempo ou não, os tempos são diferentes!
No tempo da minha mãe, os meus avós trabalhavam dia e noite e os irmão ficavam a tomar conta de irmãos, não havia telefones, quanto mais telemoveis, e os brinquedos dividiam-se entre eles, e de natal para natal o mesmo brinquedo rodava por todos! Ninguém berrava, ninguém exigia, ninguem mandava calar o pai muito menos levantar a mão á mãe!!! Se isso acontece-se levavam com a vara na cabeça ou com uma reguada na cara!! E não foi por isso que não cresceram saudaveis, não partiram um bracinho, etc... não concordo se haja violencia e maos tratos infantis, mas uma boa palmada ou um puxão de orelhas nunca fizeram mal a ninguem.

Certamente que quando tiver o prazer de ser mãe, a disciplina e o respeito será algo que irei incutir. Pois se eu não desrespeito os meus pais não admitirei que isso aconteça comigo. Bem sei que nunca se deve dizer desta água não beberei... mas existem critérios e maneiras de viver e sentir que nunca ha-dem mudar!

Em pequena nunca tive uma tv no quarto, nem um pc, nunca andei de telemovel na mão e uma boneca bastava-me, até porque sempre fui mais maria-rapaz de jogar ao guelas e á sirumba era mais o meu forte.

O meu telemovel na altura era a minha mãe berra do 9ºandar OOOH CÀAATIA!! e vicer-versa... OOOOOH MÃÃÃÃEEEE!!
Se bem que ainda dava um bailinho ou outro á minha mae lol tipico da idade, quem nunca correu pela casa a fugir de umas boas palmadas?

Quanto á presença paterna... bem!! nem precisava me chamar pelo segundo nome nem pelo do meio nem nada! Bastava olhar-me!

Mudam se os tempos mudam-se as vontades, mas a educação e a criação vem do fundo de cada um de nós! Tratar os filhos por voce! Isso é outra raça que me dá cá umas voltas ao estômago, a criança nem dentes tem e eles dizem todos conntentes "O Bernardo quer levar um estalo!!!?"

Oh well!!!

Catia disse...

eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeelá! Ca granda testamento!!!

Paulinha disse...

Ena, estavam todos inspirados! :p Mas é mesmo assim, esta criançada está perdida e a culpa é dos papás. Enfim... Acho que ninguém é a favor de espancar putos, mas uma palmada bem dada, no momento certo, consegue ser muito didática :) Mas não pode ser, assim são logo maus pais e as crianças ficam traumatizadas, com direito a passar três ou quatro anos em psicologos. Haviam de conhecer a colher de pau da minha avo :p