Eram 4 da manhã, mais coisa menos coisa., quando me levantei, após sei lá..., uns bons trinta minutos de sono revitalizante. Depois de verificar, pela milionésima vez, os bilhetes e documentos, e de beijar freneticamente os tarecos, chamamos um táxi, e ala para o aeroporto! Ainda pensei que ia morrer antes de chegar ao destino... O senhor motorista desconhecia o significado de traços continuos e sinais vermelhos. Já apanhei uns quantos muito maus, mas este decididamente está nop Top 3!
No aeroporto a espera é interminável... O meu amor, que fez o seu batismo de voo, portou-se lindamente! Estavamos já no avião quando digo "Oh mor, eu acho que vamos em primeira classe". E não é que iamos mesmo? Deixem que vos diga, meus amigos, aquilo é boa vida! Papinha menos má, servida em pratos de loiça, copos de vidro e com talheres a sério! E com uma cortina para nos separar da escumalha, que ali não se querem misturas! Aquela gente não brinca quando se trata de concursos...
Às 10h chegamos ao aeroporto de Heathrow. Heathrow é mau... Não querendo ser esquisitinha, mas aquilo tem um péssimo aspecto. Chegámos ao hotel, depois de uma hora de metro e de uma valente caminhada pelo Hyde Park. Pareciamos dois burros a olhar para um palácio... O hotel era mesmo muito fixe... Fomos deixar a mala no conciérge (adoro estas palavras finas) e toca de aproveitar todos os minutinhos que temos pela frente. Para isso nada melhor que nos perdermos, claro está...
Passo a explicar: o meu amor tem a mania que o seu sentido de orientação é infalível, o rapaz considera-se um GPS humano. Andámos muito, não sei bem por onde, mas algo me diz que estivemos às voltas nos quarteirões atrás do hotel (é triste, não é?). Decido bater com o pé, reivindicar que eu-ganhei-a-viagem-eu-é-que-mando-e-ponto-final e fomos passear pelo Hyde Park (comigo a parar de dois em dois segundos para dar bolachas de muesli aos esquilos). Ainda andámos mais um bocado, a tirar fotografias a tudo e mais alguma coisa, quando decidimos ir aos museus de ciência e de história natural (muito giros e com entrada gratuita, vale a pena).
Voltamos ao hotel, para fazer o check-in, e o senhor que nos atendeu na recepção decidiu chamar um seu colega, que fala português. Ficámos então a conhecer o Edgar aka Eddie Murfy (era igualzinho!), um conterrâneo da Amadora! Aquilo deu tema para conversa durante uns, vá lá..., três minutos. Depois de devidamente instalados, num quarto muito pinoca com vista para o jardim, toca de voltar a sair, papar e continuar a passeta.
Lanche/jantar no MacDonnalds ali mesmo ao lado do hotel (já tenho saudades dos spicy veggies...) e rumo sei lá a onde. Como transportes é para os fracos, fomos a pé... Oxford Street, Picadilly Circus, Trafalgar Square, Big Ben, Westminster, London Eye, uma maravilha para os olhos, uma calamidade para os pés e para as articulações que a esta hora já começavam a dar sinal de cansanço. Toca de regressar ao hotal. Como? A pé, pois claro...
Não sei como, não sei onde, só sei que demos por nós ao fim de duas horas de caminhada, completamente perdidos num sitio que não lembrava a ninguém. Não fosse eu ir ter com o senhor monhé que estava contar as maçãs na sua loja, e a esta hora ainda estariamos perdidos, provavelmente a chegar à Escócia (sim, porque o senhor João Nabais, para além de ter alérgia a transportes públicos, e não ter actualizado o seu GPS para os mapas britânicos, também prefere morrer a ter de perguntar o caminho a alguém!)
Mas lá demos com a coisa, depois de outra gigantesca caminhada de regresso (comigo a refilar entredentes que nunca mais lhe passava o mapa para as unhas). Eram 22h quando voltámos ao hotel. Cansados e doridos. Pusemos o despertador para as 6h45. Há que aproveitar, né?
Aqui vão umas fotos, para abrir o apetite!
A primeira foto em terras de Sua Magestade - Ainda fresquinhos e sem calos!
O GPS, ops..., perdão, o meu amor lindo a fazer figuras
London Eye *suspiro*
Amanhã há mais!!!
4 comentários:
Cheira-me que este blog assim do nada se vai transformar numa arma de arremesso contra essa figura tao singular da historia universal que é o Jão. Acho mal pq este blog ate tinha pernas para andar e facilmente descamba nisto dos ataques perfidos e mesquinhos tudo por inveja do esquilo ter trepado a minha perna e nao a dela, o que a safa e que eu a amo senao nao sei nao.
O nabais tem um blog!! na na nananaaaa !! =D
Bem ... mas ao ler a tua história, juro que me revi nela!! O aeroporto mete bastante medo!! É só xamuçes, de turbante na cabeça, de todas as idade e feitios!!! Juro que também me assustei!! Nunca se sabe quando é que um pode sacar da granada!!
A chegada a casa (das vezes que lá fui tive sempre a sorte de ficar em casa do Dani Boy) também com metro, autocarro, mais metro e mais umas valentes caminhadas era coisinha para 2 horas!!!
E as longas e intermináveis caminhadas!!! Oh deuzzzzz!! É preciso ir a londres para andar a pé!!! Horas e horas!!! Parques de se perderem de vista... aaaah também fiz esse passeio mega gigante de passar pelo quee'ns parque, ver a rendição da guardar, tentar descobrir, olhando apenas sobre os telhados qual seria o caminho para o big ben (também nos perdemos) lá o encontramos, depois huuuum não estavam lá uns senhores na ponte que da do big ben para o london eye, com uns carrinhos de mão a vender amendoins torrrrrrrrados!!! Aiii o cheirinho tão boooooooom!! nhaaaaami!! E depois fazer aquele passeio todo até á london brigde ... jazuuus! eu não queria mais!!! mas fooomos!! ainda mais!! huum!!
que bom!! fizeste-me mesmo recordar!!
AAAAAAAAAAAHHH pára tudo!! Na primeira vez que lá fui, naquelas lojas que estão abertas a até mais tarde, sabes o que encontrei!!! sabes!!! sabes!!!! chocolates Willy Wonca!!! Verdade!! Verdadinha!!! E eram boooons! Tenho aqui um a ficar modo fóssil só de recordação... nunca se sabe se tenho para lá o bilhete dourado =)
Vá que amanhã quero saber mais =)
Gandas mitos vivos!
Podia contar as minhas aventuras... mas elas resumiam-se a Samora Correia, Freixo Espada à Cinta e Massamá... as grandes cidades não são para mim...
Peter Pan! É o Peter Pan!
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